Por Gabriel Mansur

Hoje é 19 de outubro. Mais conhecido como Dia Internacional de Combate ao Câncer de Mama. O assunto é preocupante e, por isso, exige seriedade. Deixemos nosso tom mais brincalhão para o próximo tema.

Antes de falarmos do Outubro Rosa, campanha mundial de combate à doença adotada no início da década de 90, infelizmente é necessário abordar os números que explicam o surgimento deste marketing social.

Segundo a última pesquisa realizada pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, o de mama “ocupa o pódio” de maior incidência, junto com o de pulmão e o colorretal.

Porém, é o que mais acomete as mulheres dentre 154 países dos 185 analisados. Em 2018, houveram 2,1 milhões de novos diagnósticos de câncer de mama, contribuindo com cerca de 11,6% do total de casos de câncer no mundo.

Este tipo de câncer, segundo a instituição, é o quinto em questão de mortalidade no planeta, com mais de 627 mil vítimas em 2018 – o que representa 6,6% do total de mortes por todos os tipos da doença.

A pesquisa também aponta que uma a cada quatro mulheres que têm um caso de câncer diagnosticado, têm câncer de mama, representando 24,2% do total.

O câncer de mama no Brasil

No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama também é o que mais acomete as mulheres (excluídos os tumores de pele não melanoma).

A única região do país em que ele não é o mais comum no sexo feminino é a Norte, onde o de colo de útero ocupa a primeira posição. O Sul e o Sudeste são as regiões que apresentam as maiores taxas de mortalidade.

A incidência da doença aumenta em mulheres a partir dos 40 anos. Abaixo dessa faixa etária, a ocorrência da doença é menor, bem como sua mortalidade. Já a partir dos 60 anos o risco é 10 vezes maior.

Outubro rosa: o que é?

O diagnóstico precoce da doença possibilita que as chances de cura cheguem a até 95%. Por outro lado, a descoberta tardia dificulta o tratamento e, consequentemente, diminui a chance de cura.

Para quem não sabe, o Outubro Rosa é um movimento internacional que rola durante todo o mês de outubro em conscientização da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Além de chamar a atenção das mulheres para a necessidade de frequentar o médico e de fazer a mamografia, essa campanha também estimula que a mulherada se toque e sempre faça o autoexame das mamas.

O surgimento da campanha

O movimento “Outubro Rosa” só começou de fato na década de 90, inicialmente nos Estados Unidos, e com apenas alguns estados americanos fazendo campanhas isoladas sobre o tema.

Após aprovação do Congresso Americano, o mês de outubro foi reconhecido nacionalmente como o de prevenção contra o câncer de mama. Foi depois disso que os laços cor de rosa começaram a aparecer.

O símbolo do “Outubro Rosa” foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, durante a primeira Corrida pela Cura, realizada em 1990, em Nova York.

Na época, os corredores receberam o laço rosa para usarem durante a corrida e, depois disso, ele passou a ser distribuído em locais públicos, desfiles de moda e em outros eventos.

Outubro Rosa no Brasil

O primeiro sinal do envolvimento com a campanha no Brasil aconteceu em outubro de 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado com luzes cor de rosa.

A campanha, porém, seguiu morna até 2008, quando, enfim, ganhou força. As cidades abraçaram o movimento, fazendo campanhas, promovendo corridas e, assim como no resto do mundo, iluminando monumentos com a cor rosa.

Prevenir é melhor que remediar

Já dizia o velho ditado: “prevenir é melhor que remediar”. A maioria das mortes causadas pelo câncer de mama pode ser evitada, e o diálogo sobre o assunto é a melhor solução para diminuir as fatalidades.

É verdade que a doença acomete mais idosas ou mulheres com mais de 40 anos, mas, infelizmente, ninguém está impune a ser exceção. Se toque! Faça exames de rotina! Vá ao médico com mais frequência.

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