O que a discussão sobre saúde mental e Jogos Olímpicos tem a ver com o mercado de trabalho?

Por Gabriel Mansur

Grande estrela da ginástica artística mundial, a norte-americana Simone Biles, que havia conquistado três medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de 2016, abandonou quatro das cinco modalidades que disputaria em Tóquio.

Corajosa, ela admitiu que sua desistência teve a ver com a saúde mental, discussão que ainda gera preconceito no século 21. Tem quem chame de frescura. Outros só lembram no “Setembro Amarelo”.

Mas se isso pode ser um problema para quem está entre os nomes mais populares do planeta, qual o peso para quem lida constantemente com a pressão em outros contextos?

A comparação foi um dos pontos altos de uma LIVE de Antônio Salvador, líder de Carreira da consultoria Mercer Brasil, com Stela Campos, editora de Carreira no Valor Econômico.

“Estamos acompanhando as Olimpíadas e vendo grandes atletas trazendo esse tema. A saúde mental afeta um atleta como afeta qualquer profissional. As empresas que conseguiram colocar isso na mesa viram que é extremamente importante.

Fazendo um paralelo com os atletas, quando você pensa em alta performance e em todo mundo preparado, não é somente o físico que faz a diferença”, opinou Salvador na live.

O exemplo de Biles é significativo por ter aberto uma porta para o diálogo sobre a saúde mental.

A ginasta era um dos nomes mais aguardados em Tóquio e convivia com o peso de conciliar desempenho, representatividade, status e todas as questões associadas à preparação durante a pandemia.

Isso reforça a comparação com outras áreas profissionais.

“Percebemos que não é só a questão da saúde física, mas também da saúde mental. Foi um momento bastante desafiador para os profissionais da gestão de pessoas”, comentou Salvador.

Como sair dessa?

Sim, estamos cansadosnervosos preocupados. Contudo, já existem provas de que somos capazes de resistir. Embora algumas pessoas sejam naturalmente resilientes, dá para treinar essa habilidade.

“Uma pessoa que está ansiosa, por exemplo, pode adotar estratégias que reduzam sua ansiedade, como uma atividade física ou a meditação”, elenca José Gallucci-Neto, psiquiatra da Universidade de São Paulo (USP). 

Aliás, vale lembrar que boa parte dessa resiliência é construída em sociedade. Até por isso, engajar-se em uma atividade que ajude o próximo e dê um sentido à vida traz um efeito positivo.

E todas aquelas recomendações dos profissionais da área continuam em voga: manter uma rotina de horários para comer, descansar e se exercitar, reduzir o uso das redes sociais, alimentar-se bem e encontrar um hobby.

Vale reforçar que, quando o sofrimento e os pensamentos negativos são intensos, insistentes e não melhoram nem diante de boas notícias, é hora de procurar ajuda. 

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