Por Gabriel Mansur

Quem nunca assistiu os Jetsons que atire a primeira pedra. Ok, o versículo não é bem esse, mas o que importa é a analogia estar bem encaixada, rs.

Exibido originalmente a partir de 1962, o desenho retrata um cenário futurista que se passa em 2062. O clássico mexe com a imaginação de muitas crianças com as engenhocas que faziam parte daquela família.

Algumas das tecnologias previstas no seriado viraram realidade, outras, porém, nem passaram na cabeça dos criadores da série.

Uma dessas que era inimaginável no século 20 é o famoso metaverso, espaço 3D com vários níveis de imersão, e o novo foco da empresa que é dona do Facebook, Instagram e Whatsapp.

Inclusive, o Facebook anunciou nesta quinta, durante o evento Facebook Connect 2021, que vai mudar de nome. A partir de hoje, o grupo, que é dono da rede social azul, do Instagram e do WhatsApp, passa a se chamar Meta.

A logo do agora ex-Facebook também mudou: o símbolo da Meta representa o infinito. Antes, era representado pelo símbolo da “curtida”, com o polegar.

A rede social Facebook continua existindo com o mesmo nome, assim como o app e o endereço facebook.com. Meta será usado para identificar o grupo que administra os aplicativos de redes sociais e o serviço de mensagens.

O mesmo já aconteceu com o Google, em 2015, que passou a ser uma empresa da Alphabet, holding que controla o conglomerado.

A palavra “Meta” vem da palavra grega que significa “além”. “O nome Facebook não abrange tudo o que a empresa faz”, disse o presidente-executivo da empresa, Mark Zuckerberg.

“No momento, nossa marca está intimamente ligada a um produto só. Mas, com o tempo, espero que sejamos vistos como uma empresa de metaverso”.

O objetivo é mudar a imagem de plataforma de mídia social para empresa que constrói espaços de trabalho e comunidades sociais virtuais.

Mudança em meio a polêmicas

O novo nome vem em meio a uma das mais dramáticas crises de relações públicas da empresa.

Na última semana, dezenas de veículos jornalísticos noticiaram uma série de relatórios e documentos internos vazados por ex-funcionários do Facebook.

A empresa está sendo pressionada por supostamente colocar o lucro sobre a proliferação de discurso de ódio, notícias falsas e negatividade entre jovens, além de ter cedido a governos autoritários para não perder espaço em mercados lucrativos.

Realidade virtual e realidade aumentada

O metaverso é um espaço 3D com vários níveis de imersão. Para os executivos da rede social, o novo ambiente digital é o futuro da internet – e ninguém vai precisar entrar no Facebook para acessar os novos produtos.

“Em vez de só olhar para a tela, você estará nela”, afirmou Sue Young, diretora de produtos do Facebook. “Já que passamos tanto tempo em frente a telas, queremos que seja um tempo de qualidade”.

Entre as novidades voltadas para o metaverso, estão:
  • investimento na plataforma Horizon, ambiente de imersão em RV, onde as pessoas entram usando um dispositivo Oculus Quest (óculos de realidade virtual), para se reunir com amigos por meio de avatares, assistir a vídeos juntos, jogar e usar outros aplicativos ao mesmo tempo;
  • investimento em ambiente virtual de trabalho para ser usado com Oculus Quest, que permite ver listas de tarefas, salas de trabalho personalizáveis, com pôsteres e logos da empresa, e painéis em 2D para enxergar aplicativos como Slack e o Dropbox;
  • nova versão do Messenger com possibilidade de fazer ligações em RV e, por meio delas, fazer viagens por ambientes de realidade virtual;
  • aplicativo Polar, uma ferramenta para desenvolvimento de filtros;
  • atualização do Spark AR, software de realidade aumentada do Facebook, que ganha novos objetos virtuais em locais mapeados e interação entre o corpo e objetos virtuais;
  • Body Tracking e o Hand Tracking, filtros que alteram o corpo e podem incluir objetos pelo corpo e nas mãos (em novembro). Dá para escolher maquiagem, cor dos olhos e cabelo, tatuagens, tom de voz, imagem de fundo, filtros de cores, acessórios e efeitos especiais;
  • pacote de ambientes para praticar exercícios físicos nos Oculus (boxe em ambiente ultra realista, estúdios fitness do jogo FitXR e do Player 22, da Rezzil, por exemplo, usados por atletas profissionais, e agora disponíveis para qualquer um);
  • pacote de acessórios fitness para tornar a experiência com o Quest 2 ainda mais real (previsto para 2022) – será possível até mesmo limpar o “suor virtual” após uma sessão de treino;
  • novos avatares em realidade virtual a partir de dezembro deste ano;
  • recurso de multiplayer para os usuários do Oculus (você pode convidar pessoas para um jogo de RV);
  • experiências em realidade virtual em lugares que já existem, como uma caça ao tesouro em um parque temático ou uma visita guiada em uma cidade turística. Além de frases de textos, gifs, figurinhas e personagens que poderão ser aplicados e ficarão flutuando na tela;
  • plataforma para recursos de inteligência artificial e comandos de voz para o Oculus.

A empresa vai investir US$ 150 milhões na formação de programadores em RV (realidade virtual) e RA (realidade aumentada), com certificado e treinamento para criar ambientes virtuais e jogos.

Nesse mundo digital, cada usuário teria um avatar pra chamar de seu, um “bonequinho” que seria uma representação de si mesmo.

Essas possibilidades foram abertas graças a avanços tecnológicos, como a conexão 5G, que permite uma conectividade melhor, mais consistente e móvel.

Aposta futurista

Não é só o Facebook que está apostando nesse futuro. A Epic Games, desenvolvedora do jogo Fortnite, um fenômeno mundial, levantou US$ 1 bilhão para bancar “sua visão de longo prazo para o metaverso”.

O diretor da empresa, Tim Sweeney, é um entusiasta do metaverso.  O mundo dos games já tem dado passos e pistas sobre o que pode ser o metaverso, criando universos interativos, que são como um rascunho deste futuro.

O Fornite já promoveu a exibição de filmes e shows em seu ambiente virtual. Em agosto, por exemplo, a cantora americana Ariana Grande fez apresentações dentro do jogo para milhões de pessoas.

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