Por Gabriel Mansur

Christiane Torloni bebeu um pouquinho a mais da conta, e com a voz embargada, eternizou o – quiçá – maior bordão da década passada: “Hoje é dia de rock, bebê!

O contexto ganhou meme, mas Chris não errou. Afinal, hoje é o Dia do Rock, BEBÊ. 13 de julho, mais conhecido como ESTA TERÇA, é a data que mexe com qualquer roqueiro no Brasil.

Dia de colocar aquele solo de guitarra no volume máximo, afundar seu filho na piscina com uma nota de um dólar (por favor, gente, não façam isso) e recriar seu próprio “Nevermind”, do Nirvana.

Que perdoem-nos os vizinhos mais idosos, implicantes ou fãs de Wesley Safadão, mas hoje o dia está ideal para idolatrar Dewey Finn, colocar sua vitrola no volume máximo e curtir os maiores clássicos do planeta.

Você já deve ter comemorado – ou viu uma galera celebrando essa data icônica -, mas será que sabe como o Dia Mundial do Rock surgiu? Cola com a gente que a NewMD te conta tudo!

Por que 13 de julho?

Em 13 de julho de 1985, aconteceu o chamado Live Aid, realizado principalmente em Londres e na Filadélfia (apesar de contar com alguns shows na Austrália, na Rússia e no Japão também).

Foi um festival histórico, idealizado para arrecadar doações para famílias pobres na Etiópia. O evento teve uma das maiores transmissões em larga escala por satélite e televisão de todos os tempos, com mais de 1,5 bilhão de espectadores. 

Lembra do filme Bohemian Rhapsody (não se atreva a dizer que não, afinal conta a história de um dos maiores, o saudoso Freddie Mercury, vocalista do Queen)? Pois é aquele concerto histórico que foi recriado! 

O festival incluiu alguns dos nomes mais grandiosos do rock: Sting, U2, Phil Collins, Dire Straits, David Bowie, The Who, Elton John, Paul McCartney, Eric Clapton, Mick Jagger e Bob Dylan

Se Marty McFly e Doc Brown conseguiram ir para o futuro, por que não “de volta para o passado”? Dá vontade, né? 

Por ser um momento tão marcante para a música e seus fãs, o próprio Phil Collins, em certo ponto da noite, sugeriu que aquele “devia ser considerado o dia global do rock”. Dito e feito!

O Dia Mundial do Rock no Brasil

A partir de 1987, a data começou a ser celebrada principalmente por rádios rock brasileiras. O curioso é que nós, brasileiros, chamamos de “dia mundial”, mas a data só é comemorada em nosso país!

Nos Estados Unidos, por exemplo, a data considerada é 9 de julho, quando estreou o programa American Bandstand, que ajudou a popularizar o gênero entre as décadas de 50 e 80.

A evolução do rock

Para comemorar a existência do rock, nada melhor que lembrar dos clássicos e da história do estilo, né? O tal do rock ’n’ roll surgiu entre os anos 40 e 50 nos Estados Unidos, derivado de estilos como o blues e o R & B

De modo geral, o elemento predominante sempre foi a guitarra, mas o contrabaixo e a bateria também cumprem papéis essenciais em muitas bandas de rock.

Existem muitas histórias e significados para a expressão rock’n’roll: de modo geral, o rocking-and-rolling aparecia muito como uma gíria na comunidade negra para dançar ou fazer sexo. Ou seja, um gênero frequentemente associado, de alguma forma, à rebeldia. Sexo, drogas e rock’n’roll, né?

Anos 50

O rock começou com ícones do rhythm and blues, como Chuck Berry e Little Richard. Apesar disso, a indústria ainda era muito racista. 

Quando o gênero começou a fazer sucesso, Sam Phillips, fundador de uma grande gravadora da época, afirmou que se “encontrasse um branco com esse som e feel negro, ganharia um milhão de dólares”.

É nesse cenário que surge o “rei do rock”, Elvis Presley. Seja no rockabilly (blues com uma batida country) do Elvis ou no som de Chuck Berry, não dá pra negar que não faltou música boa na década de 50.

Anos 60

Nos anos 60, o gênero começou a ser reconhecido com uma forma de contestação política. São os chamados Anos Rebeldes, além de ser a década do incomparável festival de Woodstock.

Apareceram Beatles, Rolling Stones, Bob Dylan e Pink Floyd, na Inglaterra; Jimi Hendrix, The Doors e Janis Joplin, nos Estados Unidos.

No Brasil rolava a Tropicália, movimento que revolucionou a MPB. Trouxe artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, entre outros.

Anos 70

O rock dos anos 70 gerou vários movimentos. É aqui que surge o heavy metal, com nomes como Judas Priest e Black Sabbath.

O punk também aparece com expoentes tipo Sex Pistols e Ramones. Se tem uma coisa que não faltou nessa época foram ídolos: Queen, David Bowie e tantos outros que chega a ser injusto citar todos e esquecer de vários.

Anos 80

Hard rock? Glam rock? Rock alternativo? Temos! A década de 80 entrou com o pé na porta e trouxe bandas como AC/DC, Metallica, Iron Maiden, Bon Jovi, R.E.M, Sonic Youth, entre outros.

Anos 90

O que falar da década do Nirvana, Red Hot Chili Peppers, Megadeth e Green Day? Os anos 90 foram a cara do rock feito na garagem de casa, com sons caóticos e uma certa insatisfação com o mundo.

Anos 2000

O rock do século 21 já começou com muita música  para todos os gostos: de Audioslave à The Strokes, a palavra de ordem é guitarra.

Foi também a época das bandas emo, com My Chemical Romance e seus clipes em tom deprê. Parece pouquíssimo tempo atrás, né? Como dizia nossos avós: “o tempo passa num piscar de olhos”. Ouse duvidar para ver o que acontece.

O rock foi um gênero que mudou totalmente a história da música popular, colocando muita gente para desafiar o sistema, quebrar tudo e abusar do amplificador.

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