Por Gabriel Mansur

Ah, o halloween. Festas à fantasia, maratonar filmes de terror e bater de porta em porta atrás de doces (ou travessuras, né?). A temática é tão divertida que não interessa se estamos três dias atrasados para falar sobre o assunto, rs.

Celebrado principalmente nos Estados Unidos, o Dia das Bruxas, ou Halloween, se espalhou por diversas partes do mundo, tornando-se parte da festividade local.

A data comemorativa une tradição, terror e um universo lúdico. Comemorado sempre no dia 31 de outubro, há polêmica sobre a sua origem e se os brasileiros devem participar ou não do “ritual”.

A festa é bastante popular em países como os EUA, a Irlanda e a Inglaterra. De acordo com estudos, começou a tomar forma entre os séculos 15 e 18.

Um dos registros mais antigos da festa é o poema “Halloween”, do escritor escocês Robert Burns, que foi escrito em 1786.

A data foi escolhida para celebrar o fim da colheita no festival celta de Samhain (termo que significa “fim do verão”), um antigo ritual pagão. A festa durava três dias, tendo início no dia 31 de outubro.

Comemorado pelos povos com fogueiras, o momento era uma homenagem ao “Rei dos mortos” e celebrava a abundância de comida após a época de colheita.

A fogueira também vem dessa época, em que era usada como a queima do joio e que simbolizava o rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir a bruxaria.

O que significa Halloween?

O Halloween tem suas raízes no Reino Unido e seu nome deriva de “All Hallows Eve”. “Hallow” é um termo antigo para “santo” e “eve” é o mesmo que “véspera”.

Inicialmente, o nome designava a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro.

Por que se comemora o Dia das Bruxas?

O Dia das Bruxas, como é conhecido hoje, se formou entre o século 15 e 18.

Nos festivais de agricultura, as fogueiras eram usadas na queima do joio (que celebrava o fim da colheita no Samhain), como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir bruxaria e a peste negra.

Outro costume de Halloween era o de prever o futuro – previa-se a data da morte de uma pessoa ou o nome do futuro marido ou mulher.

Quem criou o Dia das Bruxas?

Em meados do século 8, o papa Gregório 3º mudou a data do “Dia de Todos os Santos” de 13 de maio para 1º de novembro, data da festividade de Samhain. A ação foi em tentativa de tornar cristã a festa pagã.

No entanto, o resultado foi a mistura das tradições pagãs e cristãs. Hoje, o Halloween é o maior feriado não cristão dos Estados Unidos.

Nos últimos anos, por exemplo, vem superando tanto o Dia dos Namorados quanto a Páscoa como a data em que mais se vende chocolates.

O Halloween no Brasil

De umas décadas pra cá, o Brasil vem, aos poucos, tentando absorver certas referências da celebração, que serve como desculpa para fazer festas à fantasia ou maratonar filmes de terror. Mesmo assim, ainda há bastante rejeição a ela.

Em 2003, o deputado Aldo Rebelo apresentou um Projeto de Lei criando o Dia do Saci, comemorado na mesma data, para fazer o contraponto à festa estrangeira e valorizar a cultura e o folclore nacional.

A data foi escolhida para chamar atenção dos brasileiros como movimento para defesa de mitos e folclores nacionais, além de marcar a cultura brasileira.

Em 2013, o Dia do Saci Pererê foi oficialmente instituído no País: “O Saci é reconhecido como uma força da resistência cultural à invasão dos x-men, dos pokémons, os raloins, e os jogos de guerra”, diz um trecho do projeto.

Não importa o que você comemore: esta pode ser uma data para juntar a família e brincar com as crianças. Em vez de se juntar em volta da fogueira, que tal enfeitar a casa e fazer algumas receitas à base de abóbora?

Se você for do time do Saci, pode ser uma ótima oportunidade para aprender mais sobre o folclore brasileiro. Afinal, é como diz o ditado: “em terra de Saci, uma calça dá para dois”. Acenda seu cachimbo e desfrute.