Antigamente, era bastante comum ver mulheres em campanhas publicitárias sendo retratadas de forma machista e sexista, como um objeto cuja única serventia era cuidar da casa e da família, ou sendo submissa a um homem que tomava o protagonismo da campanha.

Como exemplo, podemos citar um antes e depois feito pela empresa Meio & Mensagem, de duas campanhas publicitárias machistas feitas marcas grandes de cerveja:

Skol

Pouco antes do Carnaval de 2015, a empresa fez uma campanha divulgando em vários outdoors com frases que incitavam e faziam apologia ao estupro, como: “Topo antes de saber a pergunta”, “Tô na sua, mesmo sem saber qual é a sua” e “Esqueci o não em casa”. Na época, duas profissionais da comunicação intervieram escrevendo “eu trouxe o nunca” com fita isolante abaixo da mensagem.

Foto: reprodução/Facebook

A ação das mulheres repercutiu bastante no Facebook, o que fez com que a Skol se retratasse com cartazes de outro tom e intenção como “Neste Carnaval, respeite”.

Foto: divulgação

Heineken

Em 2014 a marca fez uma campanha que propôs uma liquidação em uma loja de sapatos para as namoradas e esposas dos homens “aproveitarem” enquanto eles assistiam à final da Champions League. Em outras palavras: “vai comprar sapato enquanto eu assisto meu jogo em paz”. Obviamente que a campanha pegou muito mal e foi alvo de várias críticas na internet.

Para se retratar, dois anos depois a marca fez uma propaganda onde quebrava esse estereótipo de gênero o intitulando como “o clichê”, e dando a entender que os amigos iriam conferir o jogo do campeonato europeu longe de suas parceiras enquanto elas iriam para um spa. O que aconteceu na verdade é que elas foram para Milão conferir o campeonato ao vivo no estádio.

São dois exemplos de duas marcas que precisaram errar para aprender e respeitar. 

Toque aqui e confira os comerciais e mais dois exemplos das marcas Itaipava e Budweiser.

Sobre as publicidades sexistas, não podemos deixar de citar o caso da cerveja Schin, que em 2015 fez um comercial de promoção pro Oktoberfest, um festival de tradições germânicas que acontece em Blumenau, Santa Catarina, estereotipando a imagem da mulher mostrando um grupo de amigos homens passando em vários cenários e vendo mulheres “padrão” no supermercado, ônibus, em obras e em uma oficina com a fala: “Blumenau e Oktoberfest são exatamente do jeito que você imaginou”. 

A fala dá a entender que o festival é belo como a beleza das mulheres mostradas na propaganda, que possuem um padrão de beleza imposto pela sociedade e considerado “bonito” pela mesma. 

No final aparece um dos rapazes tocando uma corneta quando uma das mulheres fala “toca nada, em?!” e um deles responde “toca pra gente então”, fazendo referência à masturbação. Desnecessário,  não é?! 

O comercial foi bem mal visto e ficou poucas horas no ar. Veja:

Atualmente, graças às lutas e ao poder da evolução e revolução, direitos e espaços foram conquistados e a preocupação com a representatividade feminina é presente! A comunicação se tornou muito mais inclusiva e respeitosa.

Ainda assim, tem muito chão pela frente para que as mulheres conquistem os mesmos direitos dos homens na sociedade como um todo. A esperança está na constância dessa evolução para que ela traga cada vez mais representatividade e lugar de fala.